quarta-feira, 16 de abril de 2014

Pe. Albert Eise

Pe. Albert Eise 

Ideal Pessoal: “Apóstolo ardente de Maria”
albert eiseO Padre Albert Eise (1896 – 1946) é a quinta cruz negra. Pertenceu aos congregados e à geração fundadora da obra de Schoenstatt, durante a I Guerra Mundial.
Lutou fervorosamente durante a guerra. No seu regresso, em 1925, foi ordenado sacerdote. Logo depois, foi chamado a colaborar directamente com o Pai Fundador na direcção da Obra de Schoenstatt. Trabalhou com a juventude feminina universitária e, sobretudo, comprometeu-se com a formação da Obra Familiar.
Com o inicio da II Guerra Mundial foi capturado e enviado para o campo de concentração em Dachau. Neste tempo, foi colaborador do Pe. Kentenich, pois enquanto o Pai Fundador cosia sacos e ditava o “Rumo ao Céu”, o Pe. Albert Eise escrevia diligentemente. Ainda no campo de concentração trabalhou na estufa, onde se arriscou a enviar clandestinamente os escritos do Pe. Kentenich.
Morreu profundamente vinculado a Maria e a Schoenstatt. Faleceu devido à doença de tifus, em Dachau. Sem água, sem cuidadps e repleto de moscas. Os seus restos mortais estão junto aos de Franz Reinisch, que foram levados para Schoenstatt em 1946, quando a guerra terminou, convertendo-se na quinta cruz negra.



Beato Carlos Leisner


Beato Carlos Leisner

Carlos LeisnerKarl Leisner, foi o primeiro membro do Movimento de Schoenstatt a ser beatificado. O Papa João Paulo II beatificou-o em 23 de Junho de 1993.
Nasceu a 28 de Fevereiro de 1915, em Rees, Alemanha.
Foi para Schoenstatt, pela primeira vez, em 1933, onde iniciou os seus estudos de Teologia no Seminário de Münster, no ano de 1934. Carlos Leisner tornou-se dirigente da juventude masculina de Schoenstatt, da diocese de Münster, e desejou ser sacerdote.
Escreveu no seu diário: "Cristo, tu és minha paixão!"
A sua liderança e influência entre os jovens colocou em perigo a sua vida, pois, o nazismo passou a vê-lo como um perigo, um impedimento, para que os jovens seguissem os ideais nazistas.
Em 1939, teve que deixar os seus estudos e a querida tarefa de dirigente, pois, foi obrigado a servir o exército de Hittler.
Os maus tratos e a difícil situação levaram-no a contrair tuberculose.
Mesmo doente, é enviado para o campo de concentração de Dachau.
No Campo, encontrou-se com outros sacerdotes schoenstattianos e continuou a sua vida de Aliança de Amor.
Em 1944, sob intenso perigo de vida e muito debilitado pela doença contraída, pelas mãos de Dom Gabriel Piguet, bispo francês, é ordenado sacerdote dentro do Campo de Concentração.
Dia 26 de Dezembro, celebrou a sua primeira e única Santa Missa.
Em 4 de Maio de 1945, saiu do campo muito doente.
Os nazistas queriam impedir a sua morte no Campo, evitando que fosse proclamado como herói pela juventude.
Leisner já não tinha mais condições de recuperar a sua saúde.
Passou as suas últimas semanas no Hospital de Planegg, em Munique. Só dois pensamentos lhe davam orientação: o amor e o sacrifício. Estava totalmente entregue ao amor de Deus, o amor que desejava transmitir a todos.
Em 12 de Agosto deste mesmo ano, selou eternamente sua Aliança de Amor, sendo chamado para o céu. A última anotação no seu diário: "Abençoai, oh Senhor, também os meus inimigos!"
Karl Leisner é um grande exemplo de fé, pois acreditou sempre no amor de Deus, e sobretudo, soube viver heroicamente a sua missão de maneira totalmente desinteressada, dedicada e fiel. Na Aliança de Amor, conservava um amor muito terno e filial por Maria, a Mãe e Rainha de Schoenstatt. Como beato é invocado, especialmente, por aqueles que são perseguidos por causa de sua fé.
Os seus restos mortais repousam na cripta de Xanten.


Franz Reinisch

Franz Reinisch

1903-1942
Franz ReinichNasceu na Áustria, e foi o único presbítero católico que foi executado no "Terceiro Reich" perante a recusa de juramento da bandeira a Hitler. Como decisão sobre uma questão de consciência, recusou lealdade a Hitler, depois de ter sido chamado às fileiras do exército.
Foi detido e condenado à morte, vindo a ser executado a 21 de Agosto de 1942. O Pe. Reinisch, Padre Palotino, austríaco, teve o seu profundo encontro com Schoenstatt em 1934, quando foram transladados de França para Schoenstatt os restos mortais dos "soldados heróis" schoenstattianos caídos na Primeira Grande Guerra. Na década dos anos trinta, trabalhou activamente no Movimento Apostólico de Schoenstatt, sobretudo no ramo masculino. A sua decisão de recusar-se a jurar bandeira a Hitler por razões de fidelidade à consciência, levou-o ao dilema de cada decisão radical cristã, que, no seu caso, significava não somente perder a vida, mas, prejudicar os pais, parentes e a própria comunidade religiosa a que pertencia. Esta decisão acarretava possíveis consequências negativas colocando em risco o Movimento de Schoenstatt e a comunidade dos Palotinos, uma das razões para os superiores não apoiarem a sua decisão que poderia também afectar cada um dos presbíteros e religiosos que juraram bandeira a Hitler. Não obstante, o Pe. Reinisch sentia-se pessoalmente chamado a seguir a sua vocação especial, bem como a sua consciência e ideal pessoal, sustentado pela Aliança de Amor.

Fritz Kühr

Fritz Kühr

Ideal Pessoal: "Servo do Criador e filho do Pai, como instrumento voluntário e humilde de Cristo, nas mãos de Maria."
fritz kuhrDr. Kühr nasceu em Gotha/Turingia (Alemanha), a 14 de Dezembro de 1895, e faleceu em Rolândia/PR - Brasil, no dia 27 de Outubro de 1950.
Formado em Direito e Economia, estudou, simultaneamente, teologia. Soube aplicar na vida prática as convicções e conhecimentos adquiridos. Isto conquista-lhe alta estima, tanto por parte de líderes políticos, quanto no sector económico.
Em 1922, casou-se com Helena Keespe. Para grande pesar do casal, não tiveram filhos. A sua esposa, em Janeiro de 1938, foi ao Brasil para visitar as terras que o casal havia comprado em Rolândia, cidade próxima de Londrina/PR. Ele iria mais tarde. Porém, por causa das suas actividades político-sociais e envolvimento em partidos políticos neste tempo de guerra no "partido do Centro", foi preso em Março de 1938 e levado para o Campo de Concentração de Dachau, onde passou quase cinco anos e meio. Ali trabalhou na parte administrativa.
No "inferno" de Dachau, o Dr. Kühr conservou a sua dignidade e atitude cristã. Aproveitou a sua posição para ajudar muitíssimos pobres e sofredores. Conheceu, então, o Pe. Kentenich e dele captou a ideia a respeito da formação do homem novo na comunidade. Nesta visão do Padre Kentenich, encontra o que tanto buscava nas suas reflexões pessoais. Com o seu ideal pessoal como meta, coloca-se à disposição do Padre Kentenich, no meio dos horrores de Dachau, para a fundação da Obra das Famílias.
Assim, em 16 de Julho de 1942, o Dr. Kühr, pelas mãos do Pai Fundador, fez a sua consagração e tornou-se o primeiro noviço do Instituto de Famílias de Schoenstatt.
Em 1947, depois de dez anos sem ver a sua esposa, conseguiu viajar para o Brasil para encontrá-la, e estar ao seu lado até ao dia da sua morte, no ano de 1950. Quando o Padre Kentenich visitou o Brasil, encontrou-se com o Dr. Kühr e deu-lhe orientações para a sua vida pessoal. Dr. Kühr ofereceu, conscientemente o seu sofrimento e a sua morte pela missão que abraçara a 16 de Julho de 1942, no dia da sua consagração.
Os seus restos mortais são transladados para o Monumento dos Heróis junto ao Santuário da "Esmagadora da Serpente", em Londrina, cuja inauguração se deu exactamente no ano da sua morte.
Palavras do Dr. Kühr a uma jovem família em 1949:
"O ser e a vida religiosa não podem ser conservados e desenvolvidos sem alimento contínuo e ambiente adequado, do mesmo modo que a vida corporal. A vida sacramental, pode-se dizer, dá o alimento. A oração, a leitura e a meditação são a respiração da alma... por isso, também considero indispensável fazer diariamente pelo menos 15 minutos de leitura religiosa."
"Quem cresce em coisas deste mundo, mas negligencia a formação religiosa e espiritual é comparável a um homem, cujo coração permanece pequeno e fenece, enquanto o resto do corpo cresce. Tal homem é um doente incurável. Mas, esta doença é típica, principalmente para a camada hodierna dos assim chamados, intelectuais".
Carta do Dr. Kühr ao Pai Fundador, a 5/08/1950, relatando a sua doença incurável:
"...consagrei mais uma vez a minha vida inteiramente e sem reservas à Mãe Três Vezes Admirável. Se o meu sofrimento e a minha morte contribuírem mais para a Obra do que a minha vida, eu lha dou. Que Ela a aceite e me alcance de seu Filho, a graça de realizar esta entrega, como Ele o espera de mim, um filho de sua Mãe. Porém, se a minha vida ajudar mais à Obra da Mãe, que me conceda novamente saúde e vida e me interceda a graça de, como instrumento em suas mãos, poder trabalhar e agir, sofrer e mais tarde também morrer para o Reino Mariano de Cristo, neste mundo".
Resposta do Pai Fundador a 18/8/1950
“O que posso dizer-te agora? É a mesma atitude da Carta Branca e da Inscriptio que o ajudou a suportar os graves sofrimentos em Dachau... Agradeço a Deus, agradeço também a ti que ficaste fiel a esta tua maneira de ver as coisas, agradeço-te principalmente que o fogo do teu amor por Schoenstatt, apesar de todos os teus outros interesses, continue tão forte que ofereces a tua vida pela Obra de Schoenstatt. Sei que levas a sério, sei também que este sacrifício é fecundo, mais fecundo do que toda a minha actividade pessoal. Deus te abençoe por isso."
O Pai Fundador disse em Dachau no ano 1967:
"A missão que o Dr. Kühr assumiu é muito vasta. Exige um profundo espírito desacrifício e o holocausto de si mesmo. Com a missão também é transmitida força, objectivo e graça."
Palavras do Pe. Johannes Tick durante o Congresso Internacional realizado em Londrina, por ocasião da transladação dos restos mortais do Dr. Kühr do cemitério de Rolândia para junto do Santuário em Londrina/PR:
"Devemos fazer na vida o que o Dr. Kühr não pode realizar e, na morte, fazer o que ele fez: consagrar e entregar a vida à Mãe e seu Divino Filho, por Schoenstatt".







Gertraud von Bullion

Gertraud von Bullion

gertraud-von-bullionGertraud nasceu em 11 de Setembro de 1891, em Würzburg/Alemanha.
Em 1917, por meio dos Congregados, tem os seus primeiros contactos com o Movimento de Schoenstatt.
Por meio deles, tomou conhecimento da Aliança de Amor com a Mãe Três Vezes Admirável.
O objectivo de Schoenstatt de se empenhar na “renovação religioso-moral do mundo” tocou-a profundamente.
Gertraud von Bullion é a primeira mulher a ingressar no Movimento Apostólico de Schoenstatt, tornando-se co-fundadora da coluna feminina.
A Aliança de Amor, que ela selou em 8 de Dezembro de 1920, tornou-se o acto de fundação da União Apostólica Feminina de Schoenstatt.
Enquanto dedicou todas as suas forças, como enfermeira da Cruz Vermelha, aos feridos e doentes nos campos de batalha, contraiu tuberculose.
No final da sua vida, debilitada fisicamente, ofereceu em silêncio o seu sofrimento e sua dor para o pleno florescimento da Obra de Schoenstatt.
Morreu em 11 de Junho de 1930, depois de ter vivido uma vida de sofrimento e santidade, deixando-nos o seu maior estímulo: servir!
Palavras de Gertraud
"Quando na primavera, vejo uma árvore em flor, sou impulsionada sempre a pensar numa alma que está com o adorno nupcial da graça e do meu coração sobe incessantemente o pedido: Senhor, fazei que também a minha alma esteja coberta de flores que o amor oferece.
...Quando uma alma ama está sob os olhos de Deus, ela floresce mais esplendorosamente do que uma árvore carregada de flores brancas como a neve.
Porém, quantas flores precisam brotar para que surjam apenas alguns frutos?
Quantas vezes o nosso coração tem que se elevar ao juramento do amor, até que nele nasça a força para o fruto do sacrifício?
Uma árvore tem de produzir muitas flores, até que ela possa dar um fruto, tem de inflamar-se muito amor numa alma, até que ela se torne pronta para o sacrifício.
Dos primeiros cristãos dizia-se: Sangue de mártires, semente de cristãos.
...Também nós temos de semear, como o faziam os primeiros cristãos... Não o sangue do nosso corpo, mas o sangue do coração por meio do sacrifício, da morte do próprio eu.
O meu amor deve ir amadurecendo na perfeição, sim, na perfeição, em holocausto!
Pelo teu grande amor por nós, ajuda-me a perseverar até o fim.
Fazei que eu não me canse no meio do caminho.
Meu Salvador, ensina-me a nunca parar no sacrifício, ajuda-me para que jamais eu diga: basta!
Aspirar a santidade significa ter a boa vontade, o anseio pela perfeição, e isto a Mãe de Jesus nos presenteou.
Ajuda-nos sobretudo a consolidar e a aprofundar o Reino de Deus, primeiro na própria alma, por meio de um trabalho incansável no aperfeiçoamento próprio, para que assim possamos tornar-nos aptos para actuar também a favor dos outros como amor apostólico."





José Engling

José Engling

Ideal Pessoal: "Ser tudo para todos e propriedade especial de Maria".
JoseEnglingPor meio desta pequena frase, podemos entender a vida de José Engling.
Ele fez parte da Fundação de Schoenstatt, em 18 de Outubro de 1914, e viveu a Aliança de  Amor com a Mãe de Deus, de maneira profunda, com todo o seu coração.
A sua vida de aliança levou o Pe. José Kentenich a dizer: "Engling foi a Acta de Fundação vivida!"
José Engling, um jovem camponês, de figura exterior pouco atraente, possuía todos os motivos para ficar na sombra. Porém, assim que percebeu que estava vocacionado para a grandeza, nada conseguiu detê-lo. Sem amargura, sem frustrações diante dos pesados tributos que a sua natureza lhe impunha. Aceitou a luta em todos os campos, quebrando lanças com uma pertinácia como poucos rapazes este mundo viu.
Foi seminarista da Sociedade São Vicente Pallotti e aluno do Padre Kentenich.
Foi chamado para lutar, como soldado, na I Guerra Mundial, na qual veio a falecer a 4 de Outubro de 1918. Poucos dias antes do seu término.
No campo de batalha, continuou o seu esforço pela santificação, vivendo fielmente a Aliança de Amor, e pelas contribuições ao Capital de Graças. O seu diário relata o heroísmo da sua vida diária.
O seu processo de beatificação decorre na diocese de Treves, Alemanha.
Alguns dos seus apontamentos:
"A imagem sublime da Mãe está agora vivamente diante dos meus olhos. Uma só coisa deve nortear a minha vida: Tudo por ti, querida Mãezinha."
"Mãe, nenhum sacrifício quero considerar demasiado pesado. Quando se trata da tua honra, não quero recusar nem o mais duro sacrifício. Mãe, dá-me força para me conservar fiel a esse propósito."
" Cinco vezes ao dia - duas de manhã e três à tarde - quero lembrar-me que um filho de Maria não deve andar triste, e esforçar-me-ei por estar alegre. Se alguma vez estiver abatido, quero combater este sentimento e impor-me uma penitência."
"Mãe, esta semana faltei miseravelmente. Uma mentira deliberada. Como podes não te aborrecer comigo? Perdoa-me! Quero fazer penitência e trabalhar com mais afinco no teu serviço."
"Querida Mãezinha, quero aproveitar as difíceis circunstâncias em que me colocaste, para me santificar o mais depressa possível. Na vida militar deste-me uma óptima oportunidade, embora espinhosa. Quero aproveitá-la. Chamaste-me a ser teu vassalo. Quero esforçar-me por aproximar todos de ti."
"Querida Mãezinha! Mater Ter admirabilis! A ti, novamente, me consagro como holocausto. A ti, consagro tudo o que sou e tenho: meu corpo e a minha alma com todas as suas faculdades, todos os meus bens e haveres, a minha liberdade e minha vontade. Sou teu, inteiramente, sem reservas!
Dispõe de mim e do que me pertence, como te aprouver. Se, no entanto, for compatível com os teus planos, deixa-me ser um holocausto, pelas tarefas que propuseste à nossa Congregação (Movimento Apostólico de Schoenstatt). Em humildade, teu indigno servo, José Engling."




Hans Wormer


Hans Wormer 

Ideal Pessoal: “Quero ser uma coluna da Igreja” 
Hans WormerNasceu em 1897. Foi aluno do Pe. Kentenich na casa de formação em Schoenstatt e pertenceu aos membros fundadores da Congregação Mariana. Morreu na Primeira Grande Guerra, no Norte de França, a 15 de Julho de 1917.
O seu Ideal Pessoal: “Quero ser uma coluna da Igreja”  reflectia o seu maior desejo. Algo que se destacou na sua vida foi o esforço por adquirir uma excelente formação. Assim, dizia: “saber é poder”. Destacou-se, de modo particular, a sua forte e segura personalidade. Ao falar num estudo a respeito do carácter, o Pe. Kentenich elogia o “ser consequente entre o pensar, o querer e o actuar” de João Wormer. Inúmeras vezes citou: "Aut Caesar aut nihil" (Ou tudo ou nada).
Os seus restos mortais foram transladados para Schoenstatt, em Agosto de 1934. É uma das primeiras “cruzes negras” que se encontra atrás do Santuário Original, junto ao Memorial de José Engling, cujos restos mortais não foram encontrados até à presente data. Estes túmulos expressam o “Nada sem nós” na Aliança de Amor. O Santuário é o “nada sem Ti”.

Max Brunner

Max Brunner

Max Brunner"Salve Imperatriz, os que estão prontos a morrer por ti, te saúdam!"Tais palavras pronunciadas em hora de extremo perigo de vida, revelam-nos um rasgo da grandeza de alma desse jovem herói.
Max Brunner (1897-1917) nasceu no sudoeste da região da Baviera e ingressou na casa de formação dos Padres Palotitnos, em Schoenstatt, no ano de 1911.
No começo, não se entusiasmava com as iniciativas do Movimento Apostólico de Schoenstatt, que nascia e florescia, arrebatando o entusiasmo de muitos jovens.
Mesmo assim, no ano de 1914 adere à Congregação Mariana, como membro, e passa a ocupar um papel de liderança, especialmente na secção de Missões.
A Aliança de Amor operou maravilhas no seu coração e, sob a orientação do Padre José Kentenich, Max Brunner descobria ideais elevados e sentia-se impulsionado a dar a sua vida pela causa de Deus.
Dele vem a expressão "Ave, Imperatrix, morituri te salutant" ("Salve, Imperatriz, os que estão prontos para morrer te saúdam"), que muitas vezes o Pe. Kentenich cita para referir-se à atitude abnegada e festiva dos primeiros congregados heróis, com relação à entrega das suas vidas pela causa de Schoenstatt, se preciso fosse.
Em Março de 1916, o jovem Max Brunner é realmente chamado para alistar-se como soldado na Primeira Guerra Mundial. Depois do seu tempo de formação como soldado, em Novembro de 1916 - em Andernach, é enviado para a frente de batalha.
Em 23 de Abril de 1917, morreu na luta, em Arras - França.
Em agosto de 1934, são encontrados seus restos mortais e os seminaristas e Juventude Masculina da época, fazem o transladado para o monumento dos heróis, junto aos de Hans Wormer - outro Herói de Schoenstatt.
Max Brunner é uma das primeiras Cruzes Negras enterradas à sombra do Santuário Original em Schoenstatt.
A sua vida foi inteiramente doada na Aliança de Amor e continua a entusiasmar outras vidas mostrando que vale a pena viver e morrer por um grande ideal.
"A uma Rainha não podemos negar nada, Ela tem poder sobre mim, pode dispor sobre mim."
Max Brunner
"Ave Imperatrix, morituri te salutant". É uma expressão de total disponibilidade, de querer até dar a vida por Maria, defendê-la e fazê-la reinar.
Coroá-la significou deixar-se utilizar incondicionalmente por Ela, segundo Seus interesses.





Heróis de Padre Kentenich...

Heróis de Fogo: Filhos e Filhas espirituais do Padre Kentenich em processo de canonização


No fundo, o cristianismo é seguir alguém. Não é em primeiro lugar abraçar uma doutrina. Essa é uma consequência. A primeira coisa que os apóstolos descobriram foi a pessoa da Jesus. E foi esse Jesus quem os cativou e os fez mudar suas vidas.
Deus chega ao homem através do homem. Neste caso o princípio foi o Homem Deus. Este princípio permeia toda a história da Igreja. Os grandes santos atraíram e deram origem a outros santos. É o caso de São Francisco de Assis e Santa Clara ou de Dom Bosco e Santo Domingo Savio e São Francisco Xavier. Santo Ignácio conta que trabalhou um ano para conquistar Francisco Xavier quando estudava em Paris. Como um bom basco, era muito teimoso, mas quando o conquistou, cativou sua alma e se deu conta: "com este homem conquisto um continente". E não se enganou - São Francisco Xavier conquistou a Índia. Mas, o que teria sido de São Francisco Xavier sem Santo Ignácio? Ou o que teria sido de Santo Ignácio sem São Francisco Xavier? Os dois foram utilizados juntos como instrumentos nas mãos de Deus para realizar uma grande obra de evangelização.
Esse atuar se repete na história da Família de Schoenstatt. Conhecemos a história do 18 de outubro de 1914, cujos protagonistas são o Pe. Kentenich e os congregados heróis. Na origem, o Fundador não estava sozinho. Junto a ele estava a primeira geração e entre eles José Engling. O que teria sido do Padre Kentenich sem José Engling? O que teria sido de José Engling sem o Padre Kentenich? As grandes personalidades atraem e geram novas personalidades. O Deus providente une os homens para realizar seus grandes planos.
Pe. Juan José Riba, "Aliados", Editora Patris Argentina 2003, pág. 8 e 9
Suas vidas ilustram a história e a missão de Schoenstatt e de seu Fundador
Os filhos e filhas espirituais do Padre Kentenich, modelados por ele e conduzidos a uma maturidade extraordinária de vida cristã, são testemunhos do seu Pai espiritual. As vidas daquelas pessoas que encarnaram em grau exemplar os ideais da espiritualidade schoenstattiana ilustram a história de Schoenstatt e a história de quem os conduziu a este ideal e lhes deu as ferramentas para conquistar a meta junto a Deus e à Santíssima Virgem: o Fundador de Schoenstatt. As pedras preciosas que a Providência presenteou a Schoenstatt são os marcos de destaque.
Cada um deles irradia a luz do Fundador e do seu carisma: seu conceito de uma nova comunidade baseada em autênticas personalidades livres, firmes e apostólicas adquire um rosto, uma história. As vidas de Karl Leisner, o primeiro schoenstattiano beatificado, dos seis schoenstattianos beatificados ou no caminho da beatificação - Ir. Emilie, João Pozzobon, Mário Hiriart, Gertraud von Bullion, José Engling, Franz Reinisch - e muitas outras "pedras preciosas de Schoenstatt", cujas vidas geraram uma mudança nos Ramos, países e grupos de Schoenstatt, ilustram a história da Aliança de Amor que é capaz de transformar totalmente uma pessoa e ao mesmo tempo iluminam a história de pessoas que com sua missão, seu passado, suas fortalezas e debilidades, marcaram o destino de Schoenstatt. Uma vocação que compartilham com cada pessoa que vive no espírito da Aliança de Amor.


Heróis de Schoenstatt

Os Heróis de Schoenstatt são todas as pessoas que se deixaram educar pela Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt, no seu Santuário.
Por meio da Aliança de Amor, vivem exemplarmente a sua aliança baptismal. Nem todas essas pessoas são conhecidas.
Há muitos heróis ocultos! Outros tornam-se mais conhecidos pela biografia que alguém escreveu ou pelas obras que deixaram.
Que o exemplo de vida que eles deixaram nos sirvam de estímulo, para que cada um de nós viva fielmente a sua Aliança de Amor e assim possa alcançar o heroísmo do amor, a magnanimidade, a radicalidade.

Max Brunner

Max Brunner

  

Hans Wormer

José Engling

Gertraud von Bullion

fritz kuhr

Fritz Kühr

Franz Reinisch

Beato Carlos Leisner

Pe. Albert Eise

Irmã M. Emilie Engel

mario hiriat

Mario Hiriart

kast

Bárbara Kast

JoaoPozzobon

João Luiz Pozzobon






A Aliança de Amor

A Aliança de Amor - o coração de Schoenstatt

A Aliança de Amor com Maria é a forma original que Schoenstatt possui de viver a aliança batismal. Nela se expressa e se garante nossa aliança com a Santíssima Trindade. É a "fonte de vitalidade e o centro da espiritualidade de Schoenstatt", o coração de Schoenstatt.
O amor a Maria expresso nesta Aliança se transforma no meio mais rápido e seguro de se viver em um contato vivo e permanente com o Deus de nossa vida e de nossa história. Através da Aliança de Amor nos convertemos em "Família", pois todos os que selam a Aliança se sentem filhos de Maria e, por isso, irmãos entre si.
Desta Aliança de Amor vivida em profundidade nasce também uma forte consciência de missão; conduz os que a selaram a se converterem em eficazes instrumentos nas mãos de Maria, colaborando com Ela na renovação religiosa-moral do mundo. Por meio desta Aliança de Amor, Schoenstatt realiza seu compromisso de construir a história em dependência e contato filial, livre e total com Cristo, o Senhor da história, através de Maria, sua Colaboradora permanente.
A Aliança de Amor, essência do ser da Família de Schoenstatt
A Aliança de Amor é para a Família de Schoenstatt a essência e o núcleo de sua vida; foi isto que com grande alegria foi mais uma vez redescoberto e reafirmado unanimemente pelos representantes de toda a Família de Schoenstatt na recente Conferência de 2014: "Com grande alegria e gratidão nos renovamos na consciência de que a essência do ser de nossa Família é a Aliança de Amor com Maria. Este ato de fé silenciosa do Pe. Kentenich e de um pequeno grupo de congregados - a fundação em 18 de outubro de 1914 no Santuário Original - segue vivo em nós com toda a sua força original.

Admiramo-nos ao constatar que em todas as partes do mundo o que move e inspira nossas ações, a fonte de nossa fecundidade e a forma concreta de viver nosso seguimento a Cristo é a profunda fé na realidade da Aliança de Amor com Maria."

Fundador de Schoenstatt -Padre José Kentenich


O Fundador de Schoenstatt: Padre José Kentenich (1885 - 1968)

P. José Kentenich - Foto: Archiv Institut Frauen von SchönstattNasceu no dia 18 de novembro de 1885 perto de Colônia (Alemanha) e foi ordenado sacerdote em 8 de julho de 1910. Nos primeiros anos do seu trabalho pastoral foi Diretor Espiritual do seminário menor dos Palotinos em Schoenstatt, perto do Reno, e nesta época construiu os fundamentos de sua Obra: a Família de Schoenstatt.
Nos anos seguintes formou as comunidades sacerdotais e laicais que a compõe e a partir de 1926 fundou os diferentes Institutos Seculares de Schoenstatt.
Detido pela Gestapo em setembro de 1941, foi enviado ao campo de concentração de Dachau, onde permaneceu até abril de 1945. Ali consolidou sua Obra e lhe deu abrangência internacional. A partir de 1949 a Igreja submeteu Schoenstatt à prova e a maior parte dos anos seguintes o Fundador passou em Milwaukee (EUA). No Natal de 1965 regressou a Schoenstatt e sem preocupar-se com sua idade avançada, dedicou-se com todas as suas energias na direção de sua Obra presente em todo o mundo. Inesperadamente, em pleno trabalho sacerdotal, Deus o chamou à Casa Paterna no dia 15 de setembro de 1968, logo após ter celebrado a Santa Missa.
O mais característico de sua personalidade são os traços de uma paternidade única e sobrenatural que Deus presenteou de forma especial. Capacitou-o com extraordinários dotes naturais e abundantes dons sobrenaturais para realizar sua missão específica para a Igreja atual e do futuro. Todos os êxitos, o Fundador atribuiu ao poder da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt e seu grande desejo era anunciar a grandeza da Mãe de Deus e formar novos homens e comunidades, nos quais resplandecesse a imagem de Maria. Empregou toda a força e atração de sua personalidade para conduzir as pessoas que nele confiavam à proximidade com Deus, ao abandono total à Santíssima Trindade. Totalmente vinculado ao sobrenatual e sempre atento ao presente, interpretava profeticamente os sinais de Deus na Igreja e no mundo.
Estampilla conmemorativa, 1985, AlemaniaAs palavras "Dilexit Ecclesiam" (Amou a Igreja) que elegeu como epitáfio, são as que melhor resumem o sentido mais profundo de quem foi o Pai e Fundador da Família de Schoenstatt.